Centro Israelita | O casamento judaico: afinal, qual o seu significado?
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O casamento judaico: afinal, qual o seu significado?

O casamento judaico: afinal, qual o seu significado?

O matrimônio, por tratar-se de um ato absolutamente sagrado no judaísmo – um mandamento divino -, recebe o nome hebraico de kidushin (consagração, santificação ou dedicação). O casal passa a ter uma relação exclusiva, e isto implica em uma dedicação total entre o noivo e a noiva para que possam tornar-se o que a Cabalá descreve como “uma única alma em dois corpos diferentes”.

Segundo o Zohar, o casamento é a união de duas metades de almas que foram colocadas em corpos separados quando a alma desceu à terra. Nos planos Divinos essas “almas gêmeas” vão ser reunidas através do casamento. Mas não podemos esquecer do livre arbítrio. Por isso, apesar de Deus estar envolvido na predestinação de cada par, a decisão final cabe ao indivíduo, já que cada um de nós pode interferir em seu próprio destino.

O homem e a mulher foram criados como uma entidade única, por isso seu estado natural é a união e, ao se unirem, realizam plenamente “a imagem de Deus”. A Torá afirma: “Deus criou o homem à sua imagem. Na imagem de Deus, Ele os criou, homem e mulher. Ele os criou e os abençoou e lhes disse: “Sejam fecundos, multipliquem-se” (Gênesis 1:27).

O Cântico dos Cânticos, um dos mais belos livros da Bíblia, de autoria do rei Salomão, parece ser uma canção de amor entre um homem e uma mulher. Nossos sábios ensinam que, ao ser analisada mais cuidadosamente, a obra pode ser considerada uma alegoria do amor entre Deus e o povo de Israel. O fato de o rei Salomão ter utilizado o amor entre homem e mulher como alegoria mostra o quão poderoso e sagrado deve ser o amor – pois sagrada e indissolúvel é a união entre Deus e Israel.

(Fonte: Revista Morashá)

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