Centro Israelita | Parashat Ki Tavó
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Parashat Ki Tavó

Parashat Ki Tavó

“E será que, quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te dará por herança, e a possuíres, e nela habitares…” Deuteronômio 26:1

E o momento de chegar à Terra Prometida por Deus estava muito perto. A parashá Ki Tavó se chama exatamente assim: E será que, quando entrares…pois depois de uma longa caminhada de 40 anos o destino estava muito perto.

Com respeito à chegada, esta semana nos chama muito a atenção um ritual que devíamos realizar ao entrar em Israel: se diz que as pessoas precisavam levar suas primícias ao Cohen e recitar as seguintes palavras:

“Siro miserável foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente; porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram, e nos afligiram, e sobre nós puseram uma dura servidão. 7 Então, clamamos ao SENHOR, Deus de nossos pais; e o SENHOR ouviu a nossa voz e atentou para a nossa miséria, e para o nosso trabalho, e para a nossa opressão.” Deuteronômio 25:6-7

Esta frase é muito interessante: no começo de nossa relação com a Terra de Israel, nos é mandado oferecer em oferenda o fruto que a terra nos dá, entregando ao sacerdote, e nos é ordenado recordar todos os sofrimentos que tivemos que passar para vivermos em liberdade.

Esta nova geração, a que entrava na Terra Prometida, não havia conhecido os sofrimentos e a opressão da escravidão. Todos haviam nascido livres. Cresceram mirando as estrelas, correndo pelo deserto, brincando entre os montes de areia, aprendendo a Torá com os sacerdotes e escutando as sábias palavras de Moshé, nosso grande líder. Eles eram os indicados para dar continuidade à herança de nosso povo, mas primeiro era importante ter a grandeza de recordam de onde vinham. Não podiam desfrutar do doce fruto da liberdade sem antes dizer, com suas próprias bocas, que fomos escravos e tivemos que passar por muitas misérias antes de alcançar a liberdade.

Hoje vejo que a história se repete: muitos são filhos de imigrantes que vieram a este país, ou a outros da América Latina. Seus pais lutaram muito para dar uma vida digna a seus filhos, e hoje estes filhos têm dificuldades para recordar quem são e de onde vieram. Mas não é tarde para se voltar às raízes, para aprender a Torá e para ser parte ativa de nossa comunidade. Existem muitas opiniões, e todas estão à disposição para serem aproveitadas.

Que este tempo prévio a Rosh Hashaná e Iom Kipur seja propício a este tipo de reflexão. E que, como resultado deste balanço, possamos ver o fruto da liberdade, apreciar o seu valor e recordar nossas origens.

Shabat Shalom
Rabino Marcos Perelmutter

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